Reforma Tributária: entendendo melhor o projeto do Governo

7 de agosto de 2020

Inicialmente, foram apresentadas em 2019, duas propostas de Reforma: a Emenda Constitucional (PEC) nº 45 na Câmara dos Deputados e a PEC nº 110 no Senado.

Por conta disso, neste ano foi instalada uma Comissão Mista da Reforma Tributária, formada por 25 senadores e 25 deputados federais, com o objetivo de integrar as duas propostas.

Como funciona nos dias de hoje?

Antes de abordar o assunto da Reforma em si vamos entender como funciona hoje, a divisão de alguns impostos que poderão ser unificados na proposta. Na tabela abaixo detalhei melhor essa divisão, confira!


Sabemos que a nossa estrutura tributária é complexa, em tese a intenção da reforma é a simplificação do sistema tributário. Baseado nesse contexto, esses impostos seriam unificados e passariam a ser denominados apenas como IBS – Imposto Sobre Bens e Serviços, modelo que já é adotados por várias países.

Contudo, o Governo quer fazer essa reforma em etapas e a despeito das críticas recebidas por esse “fatiamento”.

Foi publicado no Diário Oficial da União, o encaminhamento da primeira etapa com a unificação do PIS e da COFINS, que passaria a ser chamada de CBS – Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços.

O que mudaria?

Neste caso, seria aplicada uma alíquota única de 12%. Segundo o secretário da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, só a simplificação desses dois tributos, geraria uma economia de tempo e complexidade.

Pois. com essa simplificação, o Governo eliminaria cinco tributos diferentes: PIS/PASEP sobre folha, importação, receita e COFINS sobre importação e também sobre receita.

Ainda segundo o Governo, a CBS permitiria reduzir os campos da nota fiscal de 52 para 9, eliminando também 70% das obrigações acessórias.

Problemática

A preocupação maior nessa etapa, é com a elevação da alíquota para 12%.

Alguns setores teriam sua carga tributária aumentada, principalmente o setor de serviços, visto que hoje podemos trabalhar com as seguintes alíquotas:


Para compensar o aumento da carga, que atinge sobretudo as empresas com mão de obra elevada, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, acenou para desoneração da folha de pagamento.

Lembrando que a desoneração da folha tem prazo válido até final desse ano. Confira aqui sobre esse assunto.

Segundo a explicação do Ministro, como a CBS entrará em vigor em 2021, ele trabalharia ainda este ano para aprovação da desoneração e de novo tributos sobre transações, que visa financiar a desoneração.

Outros Impactos

Paralelo a CBS, o Governo quer aprovar também a reestruturação do Imposto sobre Produtos Industrializados, também conhecido como conhecido por IPI, como imposto seletivo que incidiria principalmente sobre bebidas alcoólicas, cigarros e alimentos à base de açúcar.

Além disso, outra mudança impactante seria relacionado ao IRPJ, a proposta é reduzir a carga desse imposto sobre as empresas em troca da tributação de dividendos (lucros distribuídas aos sócios).

A última proposta seria acabar com a contribuição patronal sobre a folha de salários, reduzindo os custos de contratação.

O nível de arrecadação deve se manter

Por fim, duas considerações importantes, conforme o secretário da Receita Federal, independente das alterações trazidas pela reforma tributária, o Governo pretende manter o mesmo nível de arrecadação com impostos sobre consumo.

E, embora a proposta apresentada trate apenas dos tributos federais, segundo o Paulo Guedes, essa proposta vai acrescentar às que já tramitam no Congresso que estão relacionadas ao:

  • ICMS – Imposto sobre a Circulação de Mercadoria, e Serviços, e;
  • ISS – Imposto Sobre Serviços.

Vale salientar também que os Estados já podem aderir a essa primeira etapa. Paulo Guedes informou que São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul já indicaram intenção de entrar nessa sistemática.

Vamos nos manter atentos sobre essas mudanças tão importantes e impactantes na vida das empresas e das pessoas, já que impacta na geração de empregos e renda, principalmente em tempos de pandemia.

Até a próxima!

Por Grace Almeida 18 de agosto de 2026
Locação de Imóveis por Entidades Imunes
Por Grace Almeida 13 de agosto de 2026
Edital SME São Paulo 2026 seleciona OSCs para atuar em escolas municipais, com parcerias de até R$ 34,4 milhões e duração de cinco anos.
Por Grace Almeida 12 de agosto de 2026
Muita gente está ouvindo falar no “imposto dos super-ricos” e pensando: “Isso não é para mim.”
Por Grace Almeida 24 de julho de 2026
A morte do pequeno Abdoulaye, de apenas 1 ano, em uma creche de São Paulo, provocou comoção em todo o país e reacendeu um debate que ultrapassa as circunstâncias específicas do caso.
Por Grace Almeida 20 de julho de 2026
A Instrução Normativa RFB nº 2.335/2026, publicada em 15 de julho de 2026, trouxe duas mudanças importantes para as entidades sem fins lucrativos.
Por Grace Almeida 7 de julho de 2026
Se liga nessas oportunidades, uma delas pode ser para a sua osc!
Por Grace Almeida 9 de junho de 2026
Qualquer entidade sem fins lucrativos Qualquer entidade sem fins lucrativos tem direito à isenção de IRPJ e CSLL independentemente de sua qualificação.
Por Grace Almeida 4 de maio de 2026
Decisão sobre plataformas digitais e imunidade de livros, jornais e periódicos
Por Grace Almeida 28 de abril de 2026
O documento cria o Cadastro Municipal de Organizações de Assistência Social (CADSMADS), que passa a ser requisito essencial para participação em parcerias com o poder público. A norma define critérios técnicos, administrativos e legais para o reconhecimento do mérito social, que atesta a regularidade, capacidade operacional e impacto das organizações. Também regulamenta os processos de inscrição, renovação, suspensão e cancelamento do cadastro, além de padronizar a análise por meio de visitas técnicas, relatórios e pareceres especializados. Outro ponto central é a exigência de transparência, gratuidade dos serviços e alinhamento com as diretrizes do SUAS, garantindo que as organizações atuem de forma inclusiva e voltada à população em situação de vulnerabilidade. A portaria ainda reforça o uso de sistemas digitais (SEI e SISORG) para gestão e acompanhamento das entidades. Em síntese, a medida moderniza e torna mais rigoroso o controle, a qualificação e o monitoramento das organizações da sociedade civil que atuam na assistência social no município. Acesse a portaria completa acessando abaixo: Por Grace Almeida Bispo
Cadeira vazia em sala minimalista com frase sobre invisibilidade de diretores de OSC
Por Grace Almeida 14 de abril de 2026
Diretores de OSC precisam se posicionar no digital. Entenda como a visibilidade impacta a captação de recursos e o crescimento da sua organização