Ponto de Equilíbrio: o que é e qual a importância para sua empresa

25 de agosto de 2020

Você já ouviu falar na expressão “zero a zero”? Por mais que em alguns situações do cotidiano, isso não represente algo muito favorável, o sentido muda um pouco dentro do universo empresarial. 

O ponto de equilíbrio é um fator extremamente necessário para garantir que determinada empresa tenha a possibilidade de se desenvolver mais, gerar competitividade e evitar os temidos prejuízos financeiros.

Nesse sentido, o ponto de equilíbrio contábil é quando a receita total representa a soma de custos e despesas, e o principal objetivo de calculá-lo é saber quanto é preciso arrecadar para manter uma receita total livre de dívidas. 

Para entender melhor o que é ponto de equilíbrio, como calculá-lo, o que você precisa saber para garantir mais crescimento na sua empresa e os benefícios disso tudo , é só continuar a leitura deste conteúdo que preparamos especialmente para você. Aproveite e confira!

O que é o ponto de equilíbrio contábil?

Antes de explicar mais sobre o termo, é fundamental ressaltar que o ponto de equilíbrio não significa o mesmo que o famigerado objetivo de aumentar os lucros do negócio, mas é apenas uma referência para saber se o número de transações da empresa está regular ou se esta vai precisar vender mais para fugir das perdas ou dos danos, que podem atrapalhar seu desenvolvimento no mercado.

Dito isso, é o momento de dizer que, no que diz respeito ao mundo contábil, o ponto de equilíbrio é aquele ponto em que o lucro é zero, mas a empresa não tem nenhuma despesa . Ou seja, a soma das receitas é suficiente para cobrir a soma dos custos. 

Para calcular o ponto de equilíbrio contábil, alguns fatores são considerados, como custos fixos, despesas fixas e variáveis e a margem de contribuição. Esse cálculo é realizado com a finalidade de direcionar a empresa: ela vai saber quantas vendas serão necessárias para cobrir todas as despesas e não entrar no prejuízo, por exemplo.

Diferentemente da margem de segurança, o ponto de equilíbrio não trabalha com uma taxa de lucros para garantir a sustentabilidade da empresa ou oferecer um sinal de alerta mais claro: ele basicamente significa zero prejuízos e zero lucros também . Entretanto, só é possível ter a segurança de conquistar lucros em uma empresa, depois desta ter atingido o ponto de equilíbrio contábil, obtendo mais confiança e controle.

Para dar esse passo e conseguir fazer o cálculo de forma mais assertiva, é importante seguir algumas etapas. Confira nos próximos tópicos.

 

1.Analise os custos fixos da sua empresa

Sabe aquela expressão de que é preciso colocar tudo “na ponta do lápis”? Pois é, o primeiro passo é c onsiderar todas as despesas necessárias para manter sua empresa funcionando a todo vapor.

Não é para você calcular o que você gasta com serviços ou produtos, mas o que você precisa para manter a produção, como:

  • aluguel do espaço;
  • salários dos colaboradores;
  • fatura de água e energia;
  • materiais de papelaria e limpeza;
  • manutenção de máquinas;
  • serviços de segurança.

 

2.Avalie a margem de contribuição

Após saber quais despesas não podem faltar para manter a produção ativa de seus produtos ou serviços, é o momento de descobrir o ganho bruto sobre suas vendas

Para isso, você deve somar os custos de produção e as despesas variáveis. Depois, você deve acrescentar o valor da margem de contribuição sobre o resultado: o excedente serve para cobrir as despesas fixas e gerar lucros a quem empreende.

Então, o cálculo para encontrar o ponto de equilíbrio é somar os custos fixos e dividi-los pela margem de contribuição. A margem de contribuição pode ajudar você a identificar o lucro: margens menores com custos altos podem levar sua empresa ao prejuízo, e o contrário também é válido.

Tenha atenção às variações do ponto de equilíbrio contábil

O ponto de equilíbrio contábil é o mais comum a ser utilizado pelas empresas, mas possui alguns desdobramentos, que geram variações aos cálculos. Então, é possível encontrar diferenças no ponto de equilíbrio financeiro e econômico. 

Enquanto o contábil considera a receita total para cobrir as despesas, o econômico também leva em conta o custo de oportunidade. O cálculo desse custo indica que a empresa conquistará o equilíbrio financeiro se, além de cobrir todas as despesas, também tiver uma remuneração equivalente caso o investidor aplicasse o valor no mercado. Ou seja, o custo de oportunidade é um percentual a ser adicionado ao cálculo e pode variar de acordo com o cenário econômico do momento.

Já o ponto de equilíbrio financeiro, também chamado de PEF, se assemelha mais ao contábil, mas considera as despesas não desembolsáveis como depreciações. Então, para fazer o cálculo é só desconsiderar os gastos não desembolsáveis, visto que são tidos como irrelevantes.

Quais são os benefícios de fazer esse cálculo?

Agora que você já entendeu mais sobre o ponto de equilíbrio contábil – e seus desdobramentos, ponto de equilíbrio econômico e financeiro – e já sabe como calculá-lo, é essencial ficar por dentro dos benefícios de realizar esse processo. 

Além de ajudar você a realizar uma melhor gestão financeira para atingir o ponto de equilíbrio em sua organização e, assim, evitar possíveis despesas e crises econômicas, esse cálculo também pode contribuir para a definição de valores dos seus produtos ou serviços.

O cálculo também ajuda você a identificar quanto deve ser a receita bruta de sua empresa, o valor da margem de contribuição, a quantidade de vendas, como não perder a competitividade no mercado ou reduzir as despesas fixas e também como manter a saúde financeira sempre em dia.

É válido lembrar que, além de analisar o ponto de equilíbrio da sua empresa, também é preciso contar com ferramentas tecnológicas e fazer um monitoramento frequente nos fatores citados acima para acompanhar com mais assertividade as etapas a serem realizadas, a fim de garantir mais segurança na gestão de finanças da sua organização.

Esperamos que esse texto ajude você a conquistar mais sucesso na área financeira da sua organização e contamos com a sua presença aqui no nosso blog. Você também pode conferir mais sobre gestão de negócios, contabilidade e finanças em nossas redes sociais: Facebook , Linkedin e Instagram

Até a próxima!

Por Grace Almeida 18 de agosto de 2026
Locação de Imóveis por Entidades Imunes
Por Grace Almeida 13 de agosto de 2026
Edital SME São Paulo 2026 seleciona OSCs para atuar em escolas municipais, com parcerias de até R$ 34,4 milhões e duração de cinco anos.
Por Grace Almeida 12 de agosto de 2026
Muita gente está ouvindo falar no “imposto dos super-ricos” e pensando: “Isso não é para mim.”
Por Grace Almeida 24 de julho de 2026
A morte do pequeno Abdoulaye, de apenas 1 ano, em uma creche de São Paulo, provocou comoção em todo o país e reacendeu um debate que ultrapassa as circunstâncias específicas do caso.
Por Grace Almeida 20 de julho de 2026
A Instrução Normativa RFB nº 2.335/2026, publicada em 15 de julho de 2026, trouxe duas mudanças importantes para as entidades sem fins lucrativos.
Por Grace Almeida 7 de julho de 2026
Se liga nessas oportunidades, uma delas pode ser para a sua osc!
Por Grace Almeida 9 de junho de 2026
Qualquer entidade sem fins lucrativos Qualquer entidade sem fins lucrativos tem direito à isenção de IRPJ e CSLL independentemente de sua qualificação.
Por Grace Almeida 4 de maio de 2026
Decisão sobre plataformas digitais e imunidade de livros, jornais e periódicos
Por Grace Almeida 28 de abril de 2026
O documento cria o Cadastro Municipal de Organizações de Assistência Social (CADSMADS), que passa a ser requisito essencial para participação em parcerias com o poder público. A norma define critérios técnicos, administrativos e legais para o reconhecimento do mérito social, que atesta a regularidade, capacidade operacional e impacto das organizações. Também regulamenta os processos de inscrição, renovação, suspensão e cancelamento do cadastro, além de padronizar a análise por meio de visitas técnicas, relatórios e pareceres especializados. Outro ponto central é a exigência de transparência, gratuidade dos serviços e alinhamento com as diretrizes do SUAS, garantindo que as organizações atuem de forma inclusiva e voltada à população em situação de vulnerabilidade. A portaria ainda reforça o uso de sistemas digitais (SEI e SISORG) para gestão e acompanhamento das entidades. Em síntese, a medida moderniza e torna mais rigoroso o controle, a qualificação e o monitoramento das organizações da sociedade civil que atuam na assistência social no município. Acesse a portaria completa acessando abaixo: Por Grace Almeida Bispo
Cadeira vazia em sala minimalista com frase sobre invisibilidade de diretores de OSC
Por Grace Almeida 14 de abril de 2026
Diretores de OSC precisam se posicionar no digital. Entenda como a visibilidade impacta a captação de recursos e o crescimento da sua organização