Brasil terá maior alíquota do mundo após reforma tributária no Senado
3 de janeiro de 2025
A reforma tributária brasileira, atualmente em tramitação, promete transformar o sistema de impostos sobre o consumo, mas não sem polêmicas.

Com a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 68
no Senado em 12 de outubro, o Brasil se encaminha para ter a maior alíquota de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) do mundo: 28,55%. Esse valor supera o recorde anterior da Hungria, que aplica uma alíquota de 27%.
Por que a alíquota é tão alta?
A alta alíquota brasileira reflete concessões de última hora feitas para setores específicos da economia.
Por exemplo, a inclusão do setor de saneamento básico na alíquota reduzida em 60% elevou a alíquota geral em 0,38 ponto percentual. Além disso, outros benefícios fiscais foram estendidos a serviços funerários, medicamentos para doenças raras, fraldas e remédios de manipulação.
A lógica por trás dessas exceções é política: elas garantem apoio parlamentar para a aprovação da reforma. Porém, como consequência, os setores não beneficiados precisam arcar com uma carga tributária maior para manter a arrecadação estável.
Impacto no consumidor e nas empresas
Com a alíquota padrão inicialmente prevista em 27,97% na Câmara e agora elevada a 28,55%
no Senado, o impacto no custo de bens e serviços pode ser significativo. Para consumidores, isso pode significar preços mais altos. Já para empresas, a nova estrutura tributária pode trazer complexidade inicial, mas também a promessa de redução da sonegação e de maior previsibilidade.
O senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator da proposta, argumenta que a implementação de tecnologia, como as notas fiscais eletrônicas, e a redução da informalidade podem diluir os impactos das exceções, levando eventualmente a uma redução da alíquota efetiva.
A promessa de uma redução futura
Embora a alíquota padrão seja alta, a reforma prevê uma redução progressiva. A partir de 2032,
ela deve cair para 26,5%,
desde que o governo envie até março de 2031 um projeto de lei complementar revisando os benefícios fiscais. Essa trava busca limitar a carga tributária e equilibrar os incentivos.
Além disso, haverá avaliações periódicas a cada cinco anos para medir a eficácia dos benefícios fiscais. Caso não tragam resultados concretos, esses incentivos poderão ser revistos ou eliminados.
O desafio da transição
A reforma traz desafios tanto para a administração pública quanto para o setor privado. Ajustar sistemas, alinhar políticas e lidar com a complexidade inicial são alguns dos obstáculos. Porém, a expectativa é que um sistema tributário mais eficiente, com menos sonegação, possa trazer benefícios de longo prazo para a economia brasileira.
Conclusão
A proposta de reforma tributária é um marco no sistema fiscal do Brasil, prometendo modernizar e simplificar a cobrança de impostos sobre o consumo. No entanto, as altas alíquotas e as concessões feitas durante o processo legislativo destacam os desafios políticos e econômicos desse tipo de mudança. Enquanto a promessa de redução futura anima, o sucesso dessa reforma dependerá de sua implementação eficaz e de uma gestão política comprometida em equilibrar os interesses de todos os setores da sociedade.

O documento cria o Cadastro Municipal de Organizações de Assistência Social (CADSMADS), que passa a ser requisito essencial para participação em parcerias com o poder público. A norma define critérios técnicos, administrativos e legais para o reconhecimento do mérito social, que atesta a regularidade, capacidade operacional e impacto das organizações. Também regulamenta os processos de inscrição, renovação, suspensão e cancelamento do cadastro, além de padronizar a análise por meio de visitas técnicas, relatórios e pareceres especializados. Outro ponto central é a exigência de transparência, gratuidade dos serviços e alinhamento com as diretrizes do SUAS, garantindo que as organizações atuem de forma inclusiva e voltada à população em situação de vulnerabilidade. A portaria ainda reforça o uso de sistemas digitais (SEI e SISORG) para gestão e acompanhamento das entidades. Em síntese, a medida moderniza e torna mais rigoroso o controle, a qualificação e o monitoramento das organizações da sociedade civil que atuam na assistência social no município. Acesse a portaria completa acessando abaixo: Por Grace Almeida Bispo









